Um "brasão de armas" ou "brasão de família" (quando se refere ao brasão de armas de uma família específica), na tradição medieval europeia, é um conjunto de emblemas heráldicos, com a finalidade de identificar indivíduos, famílias, clãs, corporações, cidades, regiões e nações. Normalmente, é representado dentro de um escudo, que é a arma de defesa homônima dos guerreiros medievais, mas também, pode ser representado em bandeiras, vestuários, objetos pessoais, entre outros.

magalhaes     Lago
Brasões de família Magalhães e Dal Lago pintados a mão por Gilberto Guzenski

Os brasões eram concedidos pelo Rei como forma de homenagear aos nobres e aos cavaleiros por sua coragem, pois eram símbolo de status e poder. Foram usados, principalmente, nos campos de batalha, para distinguir amigos e inimigos e para escolher um adversário digno para uma luta corpo-a-corpo.

Eram criados pelos Arautos, que garantiam que o brasão era único e os registravam em livros sob sua guarda.

Os primeiros brasões eram formados por cores plenas. Mais tarde, ganharam divisões que se referiam aos cortes, nos escudos, durante as batalhas. Depois, ganharam figuras fantásticas como leões, dragões, unicórnios, águias, cervos, e uma infinidades de outras figuras e símbolos. Outro dado interessante é que certos desenhos eram reservados à realeza de diferentes países.

Todas as cores e símbolos assumem um significado próprio, o que permite que esta arte se transforme, também, em um ciência.

É importante notar que um brasão de armas é definido não visualmente, mas, antes, pela sua descrição escrita, a qual é feita numa linguagem própria – a linguagem heráldica.

Descrição, em linguagem heráldica, das armas da família Galvão:
Partido: o primeiro de prata, com uma águia estendida de negro, carregada de uma crescente de ouro sobre o peito; o segundo de vermelho com seis costelas de prata, postas 2, 2 e 2, firmada nos flancos. TImbre: uma águia de negro, estendida, sainte, com uma costela de prata no bico.

Ao ato de desenhar um brasão dá-se o nome de brasonar. Para se ter a certeza de que os heraldistas, após a leitura das descrições, estão brasonando corretamente, criando brasões precisos e semelhantes entre si, a arte de brasonar segue uma série de regras mais ou menos restritas. Essas regras se referem ao escudo (peça mais importante) e aos ornamentos exteriores como coroa, elmos, mantos e tenentes.

Brasão de armas familiar

Saindo de sua condição de guerras, os brasões passaram para o âmbito da ciência heráldica, como símbolos de nobreza, de hierarquia eclesiástica, de corporações civis, militares, desportivas e de domínio. As famílias começaram a receber brasões por hierarquia, merecimento ou por serviços prestados ao reino, que os conservaram como símbolo de glória e honra.

É importante notar que, durante a Idade Média, a maior parte da população não sabia ler nem escrever, mas, através destes desenhos, as famílias podiam ser identificadas por todos.

Ao fim da Idade Média, até os proeminentes cidadãos não-nobres receberam brasões. Desde então, os brasões são passados de geração a geração e podem ser modificados pelo casamento.

Fonte: relatos de Gilberto Guzenski e na wikipedia (http://en.wikipedia.org/wiki/Coat_of_arms)

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